Faltando pouco mais de um ano para a largada oficial, a política de Tarauacá já começa a se mover nos bastidores. Entre articulações silenciosas, promessas veladas e reaproximações improváveis, três nomes despontam como possíveis protagonistas na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026. Cada um carrega fortalezas e feridas, alianças e incertezas. É hora de olhar de perto quem são eles — e por que nada está garantido.
A Ex-Prefeita: a força que divide
Ela já sentou na cadeira de prefeita e sabe bem o peso da caneta. Sua marca é a firmeza. Essa mesma postura, que um dia atraiu apoio popular, hoje divide até quem já caminhou ao seu lado.
Se decidir mesmo entrar na disputa, a ex-prefeita terá de costurar o que restou de sua antiga base — hoje esfacelada.
A pergunta é: conseguirá ela recuperar a confiança de quem se afastou? E, mais que isso, será capaz de se reinventar para evitar repetir os erros do passado?
Rosinha: o operário silencioso
Enquanto isso, quase sem fazer barulho, um nome corre por fora: Rosenir Arcênio, o Rosinha, ex-secretário de obras. Dono de um discurso menos inflamado, mas de articulação silenciosa, Rosinha vem reunindo forças onde a ex-prefeita enfraqueceu.
Sua principal cartada é o apoio ao Deputado Federal Coronel Ulysses, que pode trazer recursos e estrutura para uma campanha competitiva. O grupo de Rosinha se move devagar, mas firme — e, por isso mesmo, pode estar sendo subestimado pelos adversários.
Caso consiga falar a língua de quem se frustrou com velhas lideranças, Rosinha pode virar o fiel da balança e surpreender quem ainda duvida de sua força.
Zé Filho do Agro: a aposta do novo
Por fim, surge um rosto novo no cenário local: Zé Filho do Agro, um entusiasta do setor produtivo que quer migrar do campo para a tribuna estadual. Mas para transformar simpatia em voto, ele precisará mais do que discurso técnico.
Por enquanto, falta-lhe aquilo que não se improvisa: carisma popular. Sua comunicação ainda não empolga a base, e sua estrutura política é frágil para o tamanho do desafio. Se não amadurecer logo, o risco é ficar pelo caminho antes mesmo de a disputa esquentar.
O prefeito, por enquanto, fica na dele
E o atual prefeito? Pelo que se ouve nas rodas políticas, a estratégia é manter distância — pelo menos oficialmente — da guerra por uma vaga na Assembleia. Depois de uma eleição municipal marcada por disputas internas e feridas que ainda não cicatrizaram, abraçar um nome agora poderia custar caro politicamente.
A neutralidade, nesse caso, pode ser sua melhor aliada para manter o grupo unido. Se essa postura vai durar até 2026, só o tempo dirá.
Nada está fechado
O tabuleiro ainda está longe de ter suas peças definidas. Novos acordos podem surgir, velhas inimizades podem se transformar em alianças improváveis. Tarauacá tem dessas coisas: o que parece certo hoje pode ruir amanhã.
Enquanto isso, quem pretende disputar uma vaga de deputado estadual já sente o chão tremer sob os pés. Cada conversa, cada aperto de mão, cada promessa sussurrada pode fazer diferença quando as urnas forem abertas.
E você, morador de Tarauacá, acredita em quem?
Quem tem mais força para enfrentar as urnas em 2026?
A única certeza é: o jogo começou. E ninguém quer ficar de fora.




