Uma recente operação realizada pela equipe da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar resultou na apreensão significativa de uma arma de fogo artesanal, diversas munições de calibres variados e um colete balístico. A ação ocorreu durante uma diligência de averiguação em uma residência situada na Quadra 22E, Casa 08, no bairro Cidade do Povo, localizado em Rio Branco.
Conforme os dados repassados pela corporação militar, a guarnição deslocou-se até o endereço supracitado após receber denúncias preliminares que indicavam a possibilidade de o local, operado comercialmente como uma oficina mecânica, estar sendo utilizado para a guarda e o armazenamento de itens e peças provenientes de automóveis alvos de furto ou roubo.
No endereço, o acesso ao interior da moradia foi prontamente autorizado pela dona da casa. Contudo, durante o pente-fino e as vistorias detalhadas pelos cômodos, os agentes de segurança pública não acharam nenhum veículo ou componente automotivo que ostentasse registro de restrição por furto ou roubo.
Apesar disso, o cenário mudou quando os policiais vasculharam um dos compartimentos do imóvel e acharam um colete balístico que apresentava a sua numeração de identificação raspada, apagada ou danificada. Avançando para a sala da residência, a equipe logrou êxito em encontrar uma arma de fogo de fabricação caseira, especificamente do tipo garrucha, com câmara em calibre .36, que estava municiada e pronta para o uso imediato.
Dando continuidade às buscas no local, os militares apreenderam ainda um conjunto de munições e acessórios, totalizando três cartuchos de calibre .36, um carregador próprio para pistola calibre 9 milímetros, um cartucho de calibre 7,62 milímetros e mais um cartucho de calibre .38.
Questionada pelas autoridades no momento da abordagem, a moradora esclareceu que todo o material ilícito pertencia ao seu companheiro, identificado posteriormente como Johnatas Francisco Oliveira da Silva, de 36 anos. Pouco tempo depois, o próprio suspeito compareceu ao endereço e assumiu formalmente a posse de todos os objetos apreendidos pela guarnição.
De acordo com o registro oficial da ocorrência policial, Johnatas alegou aos agentes que havia comprado o colete balístico de um indivíduo cuja identidade não soube recordar ou especificar. No tocante à arma de fogo artesanal, o suspeito justificou que mantinha o artefato guardado para a sua própria defesa, motivado pelo medo constante de sofrer uma invasão em sua residência por parte de criminosos integrados a facções atuantes na região.
Diante do flagrante e da materialidade dos fatos, foi dada voz de prisão a Johnatas Francisco Oliveira da Silva, inicialmente sob a acusação de posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
O indivíduo detido foi encaminhado de maneira imediata para as dependências da Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA), onde permaneceu à disposição da justiça juntamente com todo o acervo apreendido para a adoção das providências legais cabíveis. Cabe agora à Polícia Civil analisar minuciosamente o material recolhido e dar seguimento aos trâmites legais do inquérito.










