Na manhã desta quarta-feira (9), o corpo de Fredson Menezes de Oliveira, de 47 anos, foi localizado boiando nas águas do Rio Acre, próximo à Travessa Buriti, no bairro Cadeia Velha, em Rio Branco.
A vítima apresentava múltiplos sinais de violência extrema, incluindo fraturas nos dois braços, diversos hematomas e cortes espalhados pelo corpo, além de duas perfurações na cabeça causadas por disparos de arma de fogo. A vítima estava despida quando encontrada.
De acordo com o relato policial, moradores que transitavam pela região avistaram o corpo boiando e imediatamente acionaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar.
Uma equipe do Pelotão Náutico do 2º Batalhão foi mobilizada e, com o apoio de uma embarcação, fez o resgate do cadáver, conduzindo-o até a margem do rio para os procedimentos de isolamento e perícia.
O local foi cercado pela Polícia Militar para preservar a cena do crime, enquanto peritos da Polícia Técnico-Científica realizavam a coleta de vestígios e a análise preliminar.
Durante os exames, foram confirmadas as fraturas nos membros superiores, os ferimentos contusos e as duas lesões cranianas compatíveis com tiros, o que reforça a hipótese de um homicídio praticado com requintes de crueldade.
Após a finalização dos trabalhos periciais no local, o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames cadavéricos mais detalhados, que deverão esclarecer, entre outros pontos, a dinâmica exata das lesões e a possível ordem dos eventos que levaram à morte.
A investigação, que teve início com a Equipe de Pronto Emprego (EPE), será transferida para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável por aprofundar as apurações.
Até o momento, a principal linha de investigação aponta para um possível acerto de contas, dado o padrão de violência empregado contra a vítima, mas as motivações e circunstâncias que cercam o crime ainda são consideradas incertas e dependem de novas oitivas e levantamentos.
Fredson, conforme informações preliminares, residia no próprio bairro Cadeia Velha, o que aumenta o interesse das autoridades em ouvir familiares, vizinhos e possíveis testemunhas que possam ajudar a reconstituir seus passos nas horas anteriores ao desaparecimento e ao achado do corpo.










