Indignação, revolta e clamor por socorro. É assim que vivem os moradores da Rua Cerâmica, no bairro Ipepaconha, em Tarauacá. Cansados do abandono, eles procuraram a redação do Jornal Acre68 para denunciar a situação caótica em que se encontram.
Mais de 100 pessoas moram na rua, entre elas dezenas de crianças e estudantes. Muitos já deixaram de frequentar a escola porque simplesmente não conseguem atravessar a lama que tomou conta da via. O problema atinge também crianças com autismo, que perderam sessões de terapia pela impossibilidade de locomoção.
“Em nome de Jesus, nos ajude. Tem crianças há vários dias sem estudar. A Rua Cerâmica está um verdadeiro abandono”, relatou uma moradora emocionada.
A revolta cresce porque os pedidos de ajuda não são atendidos. Uma professora que preferiu não se identificar relatou que procurou a Secretaria de Obras do município e ouviu como resposta: “Eu não posso fazer nada”. Para os moradores, ao menos uma medida emergencial, como jogar areia ou entulho, já aliviaria o sofrimento diário.
Enquanto isso, o prefeito @Rodrigo Damasceno é alvo de duras críticas. A comunidade acusa o gestor de priorizar shows e festas, enquanto crianças permanecem isoladas em casa, sem acesso à escola e a atendimentos de saúde.
“O prefeito não se preocupa com nada, só quer saber de festa. Nós precisamos de dignidade, não de abandono”, desabafou outra moradora.
A Rua Cerâmica se transformou em um retrato vivo do descaso. Famílias inteiras, privadas de direitos básicos, clamam por providências urgentes. O que pedem não é luxo, mas respeito: a chance de estudar, de receber tratamento, de viver com dignidade.









