Era uma vez duas mulheres que prometeram lutar como verdadeiras feras. Meire Serafim (União Brasil) e Antônia Lúcia (Republicanos) surgiram no cenário político acreano de peito aberto, prometendo morder quem ousasse trair os valores de Deus, Pátria e Família. Pintaram-se de verde e amarelo, levantaram bandeiras, inflamaram discursos — juraram, diante de multidões, que jamais se renderiam ao governo Lula.
Durante a campanha, encarnaram a imagem de leoas indomáveis. A cada caminhada, a cada visita de casa em casa, garantiam ser o pesadelo do petismo. Votos foram conquistados na base da confiança, da fé e da esperança de quem acreditou estar elegendo guerreiras.
Mas bastou Brasília abrir suas portas para a coragem ser guardada numa gaveta qualquer. Mal se instalaram nos gabinetes refrigerados e o rugido virou um discreto miado. Os painéis de votação não escondem: SIM, SIM, SIM, dizem elas a quase tudo que vem do Planalto. Onde antes havia promessa de enfrentamento, hoje existe cumplicidade. Onde se dizia ‘nunca’, hoje se sussurra ‘amém’.
No Acre, a indignação começa a ganhar forma. Quem bateu palma para o discurso firme se pergunta: onde foram parar as promessas? As leoas se recolheram, trocaram o salto alto por chinelos felpudos. Para o PT, agora são gatinhas mansinhas, domesticadas, de olhar submisso.
E o calendário não perdoa: 2026 já dá seus primeiros sinais. Logo mais, lá estarão elas, de microfone na mão, carro de som na rua, cartazes coloridos, tentando ressuscitar o rugido que adormeceram. Vão bater à sua porta de novo, dizendo que são fortes, bravas e imbatíveis.
Mas fica o recado: da próxima vez, o povo acreano saberá diferenciar quem ruge de verdade de quem só faz pose de fera.
A pergunta que ecoa é simples e dolorida: na próxima eleição, veremos LEOAS de novo ou apenas GATINHAS miando por voto?
A resposta, meu amigo, só você tem. E a urna saberá rugir mais alto.








