Na tarde desta sexta-feira (23), o cadáver do pastor Marivaldo Marques Ferreira da Silva, aos 61 anos de idade, foi achado em avançado estado de putrefação no interior de um automóvel parado na Rua Tavares de Couto, situada no bairro Santo Afonso, região do Segundo Distrito de Rio Branco.
A descoberta ocorreu quando uma pessoa que transitava pelas imediações notou algo incomum no veículo e decidiu acionar as forças de segurança. O idoso encontrava-se posicionado no assento traseiro de um automóvel modelo Chery QQ, na cor vermelha e com placa NAB-9144.
Uma unidade de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi deslocada para atender a ocorrência. Contudo, ao efetuarem a checagem médica no local, os profissionais de saúde apenas puderam atestar o falecimento do homem.
Agentes da Polícia Militar vinculados ao 2º Batalhão realizaram o isolamento do perímetro para viabilizar os trabalhos da perícia técnica. Durante a inspeção preliminar, o perito responsável calculou que o cadáver já se encontrava no interior do carro há cerca de três dias. Em um primeiro momento, não foram detectadas marcas que indicassem violência física.
Assim que a perícia no local foi finalizada, o corpo acabou sendo recolhido e transferido para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames necroscópicos detalhados que apontarão com exatidão o motivo do óbito.
A principal hipótese levantada até agora é a de que a vítima possa ter sido acometida por um mal súbito, contudo, a confirmação definitiva depende estritamente do laudo cadavérico a ser emitido pelos peritos.
A filha da vítima compareceu à cena do ocorrido e relatou aos policiais que Marivaldo era diagnosticado com a doença de Alzheimer. De acordo com o depoimento prestado por ela, o idoso havia se divorciado de sua mãe e, no período recente, vinha utilizando o próprio veículo como abrigo para dormir.
As investigações do caso foram iniciadas pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) pertencente à Polícia Civil. Dependendo do desdobramento dos levantamentos iniciais, o inquérito poderá ser repassado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Até a finalização dos laudos médicos e exames periciais, o motivo exato do falecimento permanece sob apuração.

















