Na madrugada deste domingo (27), por volta das 4h30, o ex-policial militar Hugo Alberto da Silva Júnior, de 52 anos, precisou de atendimento médico de urgência após ser localizado com um ferimento na cabeça na Avenida Epaminondas Jácome, situada no bairro Cadeia Velha, na capital acreana, Rio Branco. O socorro foi prestado pelas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com relatos obtidos no cenário dos fatos, o próprio Hugo buscou abrigo junto à sua irmã, a quem afirmou ter sofrido uma tentativa de homicídio. Diante da gravidade da situação narrada pelo irmão, a familiar imediatamente mobilizou as autoridades, acionando tanto a Polícia Militar quanto o Samu para prestarem o devido auxílio.
Para averiguar a veracidade dos fatos e garantir a segurança no local, uma equipe pertencente ao 1º Batalhão da Polícia Militar foi despachada para o endereço indicado.
O atendimento à vítima ficou sob a responsabilidade da Ambulância 01 de Suporte Avançado do Samu, operando sob a supervisão direta do médico intervencionista Dr. Toniel Souza. Após passar pelos procedimentos iniciais de avaliação e estabilização clínica no local, Hugo foi prontamente transportado para o Pronto-Socorro de Rio Branco.
Informações divulgadas pela equipe médica apontam que o paciente encontrava-se em estado de saúde estável no momento do atendimento. Os profissionais constataram que ele apresentava sinais evidentes de etilismo, além de ostentar uma lesão de caráter superficial situada na região craniana.
O médico responsável ressaltou que, durante a fase de atendimento pré-hospitalar, não houve condições técnicas para cravar a origem exata do ferimento. As hipóteses levantadas preliminarmente indicam que a lesão pode ter sido decorrente de um ato de agressão física utilizando algum instrumento contundente, ou, alternativamente, provocada por um disparo de arma de fogo de raspão.
Em depoimento prestado às autoridades presentes, a irmã da vítima relatou o histórico profissional de Hugo, confirmando que ele integrou os quadros da Polícia Militar do Acre (PMAC) por um longo período, mas que acabou sendo posteriormente desligado da corporação em razão de processos disciplinares.
Com a finalidade de esclarecer os fatos, a dinâmica do episódio e a real motivação e origem do ferimento serão minuciosamente apuradas pelas autoridades competentes. A investigação do caso ficará sob a responsabilidade da Polícia Civil do Estado.










