O detento Francisco Jerônimo do Nascimento, de 39 anos, que cumpria pena sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, foi encontrado morto na noite desta terça-feira (1º). O crime ocorreu na Rua João Vieira, situada no bairro Rosalinda, localizado no Segundo Distrito da capital acreana, Rio Branco. O corpo apresentava as mãos amarradas e diversas perfurações causadas por golpes de faca.
De acordo com relatos repassados por moradores à Polícia Militar, Francisco foi interceptado por dois indivíduos que utilizavam capuzes. Os suspeitos imobilizaram a vítima, amarrando suas mãos, e a conduziram à força para um trecho da via pública caracterizado pela deficiência na iluminação.
Conforme as mesmas testemunhas, os criminosos portavam armas brancas e desferiram múltiplos golpes contra Francisco. As lesões concentraram-se, majoritariamente, nas áreas do pescoço, do rosto e do abdômen. Assim que consumaram a agressão, os suspeitos empreenderam fuga do local.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi imediatamente acionado, resultando no envio de uma ambulância de suporte avançado para o resgate. No entanto, ao chegarem ao endereço indicado, os profissionais de saúde apenas puderam constatar que Francisco já não apresentava sinais vitais, sendo o óbito confirmado no local.
Diante da situação, policiais militares pertencentes ao 2º Batalhão realizaram o isolamento da área. O objetivo foi resguardar a integridade do cenário do crime até a efetiva chegada dos peritos da perícia criminal.
Concluídos os procedimentos técnicos da perícia, guarnições policiais iniciaram diligências e buscas pela redondeza, além de coletarem depoimentos na tentativa de rastrear e prender os responsáveis pelo homicídio, embora nenhum suspeito tenha sido capturado até o momento.
Populares que reconheceram a vítima informaram à polícia que Francisco era conhecido na vizinhança devido a supostas práticas recorrentes de furtos. Ademais, os relatos iniciais apontam a suspeita de que a execução tenha sido decretada por membros de uma organização criminosa, vertente que passará por rigorosa apuração durante o inquérito policial.
O caso teve o atendimento inicial conduzido pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil. Em seguida, os autos serão repassados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), órgão que assumirá a responsabilidade de dar continuidade às investigações para elucidar a motivação e identificar os autores do assassinato.













